
Why Can't We Be Like Us
Assim como o Audion, vulgo False, vulgo Matthew Dear, Bruno Pronsato na verdade é Steven Ford. Mudar de nome parece que esta na moda, é como se fosse um requisito de produtor que faz minimal.
Afe!
Why Can't We Be Like Us reúne nove longas faixas beirando os 9 minutos, de batidas quebradas em compasso 4/4. Como qualquer composição de minimal techno faria, elas ganham força pela percussão variada e dançante, que compensa a falta de frases instrumentais melodiosas. A diferença, ou não, está na constante inconstância dos arranjos, que parecem sumir em dissonâncias inesperadas ou dar lugar a samples de elementos orgânicos saídos do nada, assim como sininhos do alem.
Pronsato não abusa apenas de timbres alienígenas e de defeitos especiais para compor o diferencial de suas músicas. Uma primeira ouvida dá a impressão de que as faixas não passam do velho esquema de gotas sonoras sobrepostas. Mas o fato do cara ter sido baterista de uma banda de metal nos anos 90, faz diferença pelas viagens percursivas e variações sutis na velocidade, por exemplo, na faixa "Same Faces, Different Names", que da a impressão que a música está engasgando. Ou então as batidas sujas que disputam espaço com as sinetas de "At Home I'm a Tourist".
Why Can't We Be Like Us soa como se tivesse sido produzido dentro de uma garagem, por um Isolée vestindo camisa de flanela e calça jeans surrada.
Why Can't We Be Like Us soa como se tivesse sido produzido dentro de uma garagem, por um Isolée vestindo camisa de flanela e calça jeans surrada.
Vale a pena baixar!
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